25 - Jenga e aposta

DANTE VELASQUEZ

Observei o líquido âmbar desaparecer entre os lábios dela.

Ariel não fez careta. Nem tossiu como uma amadora. Ela engoliu o uísque de vinte e cinco anos com apreciação, os olhos fechando brevemente enquanto descia por sua garganta.

Quando ela abriu os olhos novamente, eles estavam brilhantes, refletindo a luz dourada.

— Gostou? — perguntei.

— É bom. — ela respondeu, depositando o copo vazio na mesa de centro. — Tem gosto de fumaça e dinheiro.

Soltei uma risada curta.

— Uma descrição precisa.

Sem perguntar, peguei a garrafa e inclinei sobre o copo dela.

— Mais um?

Ariel olhou para o copo, depois para mim. A prudência lutava contra a imprudência no rosto dela. A prudência perdeu e ela assentiu devagar.

— Só mais um. Para ajudar a dormir.

Servi uma dose generosa para ela e enchi o meu novamente.

Bebemos. E depois bebemos mais um pouco. O álcool, potente e puro, começou a dissolver as barreiras que passei anos construindo.

Quando virei a garrafa para servir a terceira dos
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