HENRICO VIGNETO
Deixei Ariel dormindo. Ela estava exausta com a negociação da assinatura do contrato e a nossa "comemoração" particular durante a madrugada.
Quando sai do closet ela ainda dormia profundamente, o rosto enterrado no travesseiro e um sorriso discreto nos lábios.
Beijei o ombro dela, cobri-a com o lençol e saí do quarto silenciosamente.
Hoje eu tinha uma missão.
Desci as escadas ajeitando o relógio no pulso.
— Papai!
Vittoria estava na sala, assistindo desenho animado enquanto Matilde tentava pentear o cabelo dela. Assim que me viu, ela escapou das mãos da governanta e correu para mim.
— Bom dia, principessa. — Peguei-a no colo. Ela estava pesada. Apenas três anos e já tinha a altura e a atitude de uma menina de cinco. — Onde está a bisavó?
— Jardim das rosas. — Ela apontou para a janela.
— Ótimo. Escute, o papai precisa sair rapidinho para resolver uma coisa secreta. Você quer vir comigo ou ficar aqui vendo desenho?
Os olhos dela brilharam.
— Sair! Passear! C