ARIEL MACEY
— Você não está preocupada? Com a possibilidade... ou a inevitabilidade... de se encontrar com Dante?
— Não, Henrico. — Apertei a mão dele, sentindo a textura familiar da aliança que ele usava. — Eu não estou preocupada.
Ele ergueu uma sobrancelha, cético.
— Não mesmo? Nem um pouco?
— Pense bem — comecei, usando a lógica que eu repetia para mim mesma todas as noites desde que essa viagem foi decidida. — Nova York e Seattle estão em costas opostas do continente. São quase cinco mil quilômetros de distância. É como a distância daqui até... sei lá, Moscou. As chances de cruzarmos com ele numa cidade de oito milhões de habitantes são ínfimas.
— E as revistas? — ele insistiu, embora eu visse que ele queria ser convencido.
— Dante é um homem ocupado. Ele não lê revistas de estilo de vida ou de cosméticos orgânicos. — Respirei fundo, soltando o ar devagar. — Além disso... mesmo que leia, já se passaram quatro anos, Henrico. Quatro anos é uma vida inteira. Ele seguiu em fren