DANTE VELASQUEZ
SEATTLE, PARQUE KERRY
O abraço da minha Luna de oito anos é diferente do abraço de cinco.
Aos oito, o abraço é uma escolha. É um ato consciente de afeto, uma validação de que eu, como pai, não estraguei tudo completamente.
Senti os braços finos de Luna ao redor da minha cintura, o rosto dela pressionado contra o meu casaco de lã. Ela cheirava a vento, folhas secas e ao xampu de camomila que ela mesma escolhia agora no supermercado.
— Obrigada, pai — ela disse, com a voz aba