Fechei a porta do quarto devagar, como se qualquer barulho pudesse fazer o mundo desabar de vez. Joguei minha mochila no canto e respirei fundo. O ar entrou áspero, arranhando a garganta.
Eu estava cansada de ter medo.
Era pra eu só… viver. Começar minha vida fora do orfanato, finalmente respirar um pouco. Mas tudo virou um caos tão rápido que eu não lembro mais o que é ter uma rotina normal.
Tenho medo do que Daniele ou Augusto possam fazer.
Medo da Rafaela nunca mais olhar na minha cara.
M