A biblioteca estava tão silenciosa que parecia que até os livros seguravam o ar, esperando o desfecho.
Rafaela entrou primeiro, devagar, como se pisasse num território que podia desmoronar a qualquer momento.
Leonardo veio atrás, firme, mas com aquela tensão no olhar que só eu sabia reconhecer.
E eu… eu estava prestes a desabar.
— Espera um segundo — murmurei. — Eu… preciso pegar uma coisa.
Saí quase correndo. Subi as escadas com o coração batendo no ritmo de alguém prestes a confessar um