Leonardo*
Quando entramos em casa e vi Verônica na sala, respirei fundo tentando me manter calmo.
Ela estava diferente. Menos armada. Ou talvez eu só estivesse cansado demais para medir cada expressão dela como fazia antes.
— Eu vim conversar — ela disse.
Eu não pedi para sentar. Não ofereci café. Fui direto ao ponto.
— Sobre o quê?
Ela olhou para Lívia. E, pela primeira vez em muito tempo, eu não vi cálculo no olhar dela. Vi algo mais simples.
— Ela é minha sobrinha. E é sua filha, apesar de t