40. Quando as máscaras caem
O carro parou em frente à mansão pouco depois da minha ligação.
A porta traseira se abriu e Helena desceu com dificuldade, o salto fino afundando na brita. O cabelo loiro, antes impecável, agora estava bagunçado. O vestido amassado. Os olhos pintados demais e exagerados para uma manhã.
Eu a conheci em uma festa. Ela era elegante, sua voz era doce, e eu precisava de um escape.
Seu pai era um dos conselheiros do meu pai.
— Atlas… — ela começou, a voz fina demais. — Por que me chamou?
— Cala a bo