31. Envelope
Elise Quinn
O telefone ainda estava na minha mão mas o silêncio voltou a engolir o quarto.
Meu coração batia tão forte que eu podia quase ouvir nos ouvidos.
— Oi, filha.
Filha?
Quem esse cara pensa que é.
— Quem é você? E o que quer? — perguntei, a voz baixa, dura.
Do outro lado da linha, um suspiro lento. Controlado. Como se o homem tivesse todo o tempo do mundo.
— Salvatore De Luca. — disse. — Seu pai.
Meu corpo inteiro reagiu. Um arrepio subiu pela espinha, frio e quente ao mesmo tempo. Passei a mão entre os cabelos tentando me acalmar.
— Você não é meu pai. — respondi rápido demais. — Meu pai morreu.
Ele riu.
Não foi uma risada alta. Nem debochada. Foi curta e precisa, ele sabia muito bem que palavras usar e quando usar.
— O homem que te criou foi seu pai em tudo que importava. — disse. — Eu apenas forneci o sangue, eu sei, mas não muda o fato da nossa ligação, Elise.
Fechei os olhos por um segundom desejando que tudo aquilo fosse um pesadelo.
— Como conseguiu esse número? — per