A Viúva do mafioso: Desejada pelo meu cunhado
A Viúva do mafioso: Desejada pelo meu cunhado
Por: Ellencarolinne
01. Altar

Elise Quinn

Após fugir do meu casamento arranjado, o destino me fez cair nas mãos do mesmo homem novamente.

 Meu estômago se contrai, e eu observo o grande relógio de pêndulo pendurado na parede.

Desde que me entendo por gente, estou prometida a Damien Cross.

"Está tudo pronto querida?" a cerimonialista entra quebrando o silêncio do ambiente."

Encaro a minha imagem no espelho: os olhos castanhos expressivos, os lábios carnudos realçados por um batom nude, e os cabelos loiros presos num penteado elegante.

 Aquela cerimônia não seria por amor, seria um contrato.

"Elise?" a mulher me chama atenção e eu me viro para ela."

"Perdão…" sussurro. "Estou pronta."

Damien era o único que poderia me salvar da minha falência, e eu precisava me apaixonar por ele a qualquer custo.

O notebook aberto na cama exibia meu maior pesadelo: minha herança roubada, dívidas com gente que mata antes de perguntar.

Tudo assinado por uma única pessoa: Kieran, meu ex. O homem que amei. O homem que fodeu a minha vida.

Massageio minhas têmporas, e ouço vozes abafadas vindo do quarto ao lado.

Caminho lentamente até a porta, evitando que meus saltos façam barulho.

"Eu não aprovo esse casamento." Atlas Cross, o irmão mais novo de Damien, comenta."

"Você não tem que aprovar nada. Sou o chefe aqui." Damien rebate."

Engoli seco enquanto prestava atenção.

"Essa vadia te abandonou um dia antes do casamento para fugir com outro, e você ainda vai dar uma segunda chance? Eu não te reconheço, porra."

Ouço passos e corro rapidamente de volta para o meu quarto. O irmão de Damien b**e a porta e desce as escadas como um flash.

Observo o colar em cima da bancada, lágrimas encheram meus olhos, mas eu as engulo. . Kieran havia me dado com a promessa de que seríamos felizes, pego o mesmo e esmago com as próprias mãos.

 Antes que eu pudesse respirar, a porta se abriu. A cerimonialista me entregou o buquê e sinalizou que era hora de descer.

Eu não tinha mais tempo.

Quando notei, estava no jardim, lotado de pessoas que eu nem conhecia me encarando.

Os olhos azuis de Damien me encaravam fielmente. E quando dei o último passo para o altar, ele segurou a minha mão.

"Você está linda, Elise."

"Damien…" eu o encarei. "Obrigado por tudo, eu não… mereço."

"Shh" seu polegar foi até o meu lábio. "Daqui a alguns minutos você será a sra. Cross, aja como tal. Sei que não me ama ainda, mas você vai amar."

Assenti. Meus sentimentos não importavam. 

Cada par de olhos naquele salão me analisava como se estivesse esperando um sinal de fraqueza meu. Mas eu não fui criada para demonstrar tal emoção.

Ninguém ali perceberia o quanto eu estava mal.

A cerimônia foi rápida, e eu só pude ouvir o padre perguntando:

"Aceita o sr. Damien Cross como seu legítimo esposo?"

"S..sim" gaguejei.

"Pelo poder que me foi concedido pelo estado de Nova York, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva."

Todos batem palmas e o fotógrafo aperta o botão da câmera e ouço o clique três vezes, mudamos de pose e Damien segura a minha cintura.

Ele se vira e estamos pelo menos a um centímetro de distância, até que o barulho do tiro ensurdecedor invadiu os meus ouvidos.

O tiro ecoou tão perto que senti o ar vibrar contra minha pele, como se o som tivesse atravessado direto o meu peito.

O impacto de Damien caindo por cima de mim é tanto que caio no chão e encaro meu vestido coberto de sangue.

"DAMIEN!!" o meu grito ecoa por todo o salão.

A correria se instalou.

Minhas mãos trêmulas pressionaram o ferimento rapidamente, e milhões de seguranças o rodearam.

Homens corriam armados tentando localizar de onde veio o tiro, pessoas gritavam, e eu só conseguia tremer.

"CHAMEM A PORRA DE UM MÉDICO." murmurei. "Damien."

Nos olhamos, e eu pude ver uma lágrima solitária em seus olhos. O mafioso mais cruel da cidade de Nova York me amava, e me perdoou.

"Elise…"

"Fica comigo, por favor." segurei as suas mãos.

"Cuide do meu irmão. Não o deixe, ele não tem mais ninguém."

"Não…" gaguejei. "Por favor…"

"Eu estou feliz, porque me tornei o seu esposo, Elise Quinn."

Os olhos dele se fecharam.

Atlas apareceu vendo o irmão caído. O sangue inundava o meu vestido e eu permaneci ajoelhada ao seu lado.

"O que estão esperando? Temos que levar ele para o hospital. Agora."

A adrenalina invadia Atlas, o que o impedia de perceber que seu irmão tinha sido atingido em cheio no peito.

Ele caiu de joelhos. Tocou o pescoço do irmão.

Seus olhos mudaram. De medo para ódio. Ódio direto para mim.

"Sem pulso. Ele está morto." Atlas disse. "E você… você trouxe isso para ele."

Meu ar sumiu naquele momento.

"Não… Atlas, eu…"

"Esse casamento foi uma maldição! Trouxe o caos. Trouxe sua sombra."

"Não… eu… não…" tentei explicar." Você não pode me dizer isso."

Seu rosto fica vermelho, e ele cerra os dentes. Eu não consigo processar nada do que está acontecendo de imediato.

Ele olha para um dos brutamontes que o cercam e dá a ordem.

"Tranquem ela. Não sairá até eu decidir."

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