Mundo de ficçãoIniciar sessãoO vestido preto que Dominic escolhera era uma segunda pele de seda, moldava-se ao meu corpo de uma forma que me fazia sentir exposta, mesmo estando coberta.
Desci as escadarias em silêncio. A mansão parecia mais sombria à noite, as sombras alongadas pelas luzes baixas dos candelabros. O jantar estava servido em uma mesa de carvalho tão imensa que parecia um abismo nos separando. Dominic já estava lá. Ele não usava mais o paletó; a camisa branca estava com as mangas dobradas, revelando antebraços fortes e uma postura de quem dominava cada centímetro daquele território. Ele me observou descer cada degrau, o olhar cinza percorrendo o caimento do vestido com uma satisfação silenciosa. Sentei-me na extremidade oposta, sentindo-me pequena naquela vastidão. Olhei para o lugar vazio ao meu lado. — Onde está a Lilian? — perguntei, minha voz ecoando no salão vazio. — Lilian foi visitar a irmã. Só volta amanhã — ele respondeu, sem tirar os olhos de mim enquanto levava a taça de vinho aos lábios. O pânico começou a subir pela minha garganta. Sem Lilian, eu estava sozinha com o Lobo. — Quanto tempo você pretende me manter aqui, Dominic? — fui direta, a coragem nascida do desespero. — O tempo que eu quiser, Luísa. Você é uma dívida que não se paga com juros simples. — Não tem outra forma? — apoiei as mãos na mesa, inclinando-me levemente. — Outra forma de pagar essa dívida e me deixar ir? Dominic pousou a taça. Um sorriso lento e predatório surgiu em seu rosto. — Como? O que você tem a oferecer que eu já não possua? Eu não respondi com palavras. Se eu não podia fugir dele, eu o dominaria de outra forma. Levantei-me lentamente, o som do meu salto estalando no mármore. Caminhei até a cabeceira da mesa, onde ele estava sentado como um rei em seu trono. Parei entre suas pernas. Dominic não se moveu, mas sua respiração pesou. Ajoelhei-me devagar sobre o tapete persa, ficando na altura de sua cintura. Meus olhos encontraram os dele por um segundo — um desafio mudo. Levei minhas mãos trêmulas ao cinto de couro dele. O clique da fivela ecoou como um trovão. Abri o zíper da calça de alfaiataria, sentindo o calor que emanava dele. Com movimentos lentos, libertei o seu pau, que já pulsava com uma rigidez impressionante sob o tecido da cueca. Quando o toquei, Dominic soltou um rosnado baixo, a cabeça pendendo levemente para trás. O contraste da minha pele clara contra a pele bronzeada dele era hipnótico. Aproximei meus lábios, sentindo o aroma de tabaco e masculinidade. Envolvi-o com a boca, o calor úmido envolvendo-o de uma vez. Ouvi o som de suas mãos apertando os braços de couro da cadeira com tanta força que o material rangeu. Comecei a chupá-lo com uma intensidade que eu não sabia que possuía, movendo minha cabeça em um ritmo constante, sentindo cada centímetro dele contra a minha língua. Dominic soltou um suspiro rouco, as mãos agora descendo para o meu cabelo, segurando-me com uma possessividade bruta enquanto eu me aprofundava. — Isso... Porra... — ele gemeu, apertando mais o meu cabelo. O sabor era intenso, metálico e quente. Eu sentia o poder que exercia sobre ele naquele momento: o homem que controlava a cidade estava agora entregue aos meus lábios, gemendo meu nome entre dentes. Fui até o meu limite, sentindo o gosto da sua pré-ejaculação, sugando até que seu corpo ficasse completamente rígido e ele interrompesse o movimento, me afastando com um gesto firme. Afastei-me devagar, limpando o canto da boca com o polegar, sem desviar o olhar. Eu estava ajoelhada, sim, mas sentia que, pela primeira vez, ele me via como algo mais do que um objeto. Dominic recuperou o fôlego lentamente, ajustando a roupa com as mãos ainda instáveis. Ele me encarou por um longo tempo, os olhos cinza agora carregados de um brilho perigoso e intrigado. — Talvez sua presença aqui não seja tão chata assim, Luísa — ele disse, a voz mais rouca do que nunca. — Mas não se engane. Isso não diminui sua dívida. Apenas a torna… mais interessante. Ele se levantou, deixando-me ali no chão, trêmula e ciente de que eu tinha acabado de abrir uma porta que nunca mais poderia ser fechada.






