NARRADO POR LORENA MELLO
Hotel Serramar — 6h17 da manhã
Acordei com a cama vazia.
O corpo ainda quente.
O lençol… molhado.
Molhado do que a gente foi.
Do que ele deixou.
E ele… não estava.
Virei devagar.
O travesseiro afundado.
O cheiro dele ali.
Mas a ausência… gritando mais alto.
E no canto, na mesinha…
a aliança.
Sem bilhete.
Sem palavra.
Sem futuro.
Peguei.
Fria.
Firme.
Pesando mais que o próprio dedo.
Coloquei.
E chorei.
Porque naquele momento…