O beijo nos abalou mais do que imaginávamos. Nos dias seguintes, um novo tipo de proximidade começou a se formar entre Max e eu. Era como se, ao nos tocarmos, ao nos olharmos, estivéssemos reaprendendo a linguagem do outro. Cada gesto, cada olhar, se tornava mais carregado de significado. As mãos de Max, que antes hesitavam, agora pareciam procurar as minhas de maneira natural, sem pressa, apenas com a familiaridade de quem sente que algo novo está sendo reconstruído.
Os olhares também. Aqueles