O gosto do suco de laranja era doce e levemente ácido, e escorria frio pela garganta, me despertando mais do que o café da manhã seria capaz. Eu estava sentada na poltrona que ficava encostada perto da janela do quarto do bebê, uma das minhas mãos sobre a barriga e a outra segurando o copo gelado. Clara, ao meu lado, observava o ambiente com aquele olhar crítico e carinhoso que ela sempre tinha.
— A gente precisa colocar alguma coisa nessa parede aqui — ela apontou, fazendo um gesto amplo. — Ta