MATTEO VASARI
Eu não tomava decisões impulsivas. Nunca fiz. O que parecia impulso para os outros era, em minha mente, uma reação estratégica a um fator fora de controle. Mas Elena havia feito algo mais profundo do que me desestabilizar. Ela havia me feito hesitar. E hesitação, no meu mundo, representava uma ferida exposta, sangrando e chamando por predadores.
Permaneci por alguns segundos na sala, olhando para o notebook fechado sobre a pequena mesa de centro. Sem me direcionar a ele para abri