MATTEO VASARI
Simplesmente não importava o quanto eu olhasse para a parede escura a minha frente, o quanto tentasse me perder na vista que a janela do meu quarto me proporcionava, não importava quantas luzes haviam em Milão e quantas vezes eu as contasse.
Eu simplesmente não conseguia esquecer seus olhos.
Não da forma que me olharam pela primeira vez.
Não quando cheguei ao apartamento dois dias atrás…
Mas como ela me olhou ontem… Quando passava a maldita toalha áspera pelos meus dedos esfola