MATTEO VASARIDeveria ter mandado matá-la.A decisão era clara. Eliminaria o problema antes que se tornasse algo maior. Passei minha vida inteira fazendo isso, não por prazer, como muitos idiotas pensam ao sussurrar meu nome, mas por necessidade. Um pequeno erro, ignorado por muito tempo, quase sempre evolui para uma guerra.Porém, ao ver Elena parada na porta semiaberta, com os dedos pressionados na parede e o rosto pálido demais para a pouca luz do corredor, a palavra "eliminar" perdeu o peso que sempre teve.Ela não gritou.Esse foi o primeiro sinal que me desarmou.Ela não implorou, não dramatizou, não tentou negociar a própria vida como muitos homens que me olhavam nos olhos antes de morrer. Elena ficou ali, rígida, respirando de forma irregular, como se todo o seu corpo tentasse obedecer a uma ordem silenciosa para sobreviver.E ao mesmo tempo resistindo como homens adultos do meu mundo quase nunca tinham capacidade de fazer. A maioria das pessoas pede clemência quando percebe
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