Theo
Sete meses.
Sete meses desde que eu tinha deixado Ferranópolis. Desde que eu tinha deixado ela.
O relógio na parede da sala marcava meio-dia e onze quando eu finalmente arrastei meu corpo para fora do quarto. Meus pés descalços deslizaram sobre o mármore frio até o sofá, onde eu praticamente me joguei, sem me importar com a cena patética que eu deveria parecer.
Minha mãe, como sempre impecável naquela elegância plástica que ela tanto cultivava, me observava como quem observa um animal feri