Clara
Na segunda-feira, vestida com um tailleur preto impecável, estacionei o carro na garagem do prédio, na vaga que agora era minha, com meu nome marcado em uma pequena placa de metal. Coisa simples, mas que dizia muito sobre a minha posição dentro da Ferraz. Muita coisa tinha mudado desde que comecei ali. Muita coisa em mim também tinha mudado.
Peguei minha bolsa, respirei fundo e, por instinto, alisei o tecido sóbrio do vestido. Ajeitei-o sobre a barriga já evidente, como sempre fazia antes