Kael permaneceu parado à entrada da cela, a silhueta recortada pela luz fraca do corredor. Carregava uma bandeja de metal, o tilintar discreto dos talheres denunciando cada passo enquanto avançava. A porta se fechou atrás dele com um clique surdo.
Lyra ergueu os olhos, tentando decifrar a expressão dele na penumbra. Sobre a bandeja havia um pedaço de pão grosso, carne fria, uma caneca de água. Nada elaborado. Apenas o suficiente para manter alguém vivo ou adiar a morte por mais um dia.
— O que