O céu parecia rasgar-se em fúria. Relâmpagos cortavam a escuridão, e trovões faziam a terra tremer como se o próprio mundo protestasse. A chuva não era mais apenas chuva — era uma cortina brutal, espessa, que engolia tudo. O vento uivava, selvagem, soprando como se quisesse arrancar a própria alma da terra.
No meio da correnteza, Amanda flutuava... ou afundava... difícil saber. O corpo, frio, inerte, era arrastado pela lama, pelos galhos, pelas pedras. Cada choque contra os troncos submersos pa