A tempestade parecia cuspir sua fúria sobre Moscou, riscando o céu com relâmpagos que iluminavam, por segundos, a fachada sombria da mansão de Carlos Duarte. Cada trovão parecia anunciar que o inferno estava apenas começando.
Valéria saiu do carro quase tropeçando nos próprios saltos. Os cabelos molhados grudavam no rosto, que ainda carregava, em carne viva, o vermelho das bofetadas que Ana lhe deu. Seus olhos estavam inchados, não mais de raiva — agora de puro pavor.
Bateu na porta como quem b