Levantou-se e caminhou até a escrivaninha. Guardou o envelope numa gaveta interna, trancou com a pequena chave dourada e depois — com um gesto que era quase ritual — girou uma trava embutida na lateral. Ninguém abriria sem ferramentas. Nem mesmo Augusto.
Foi até o banheiro.
A água quente caiu sobre seu corpo como um manto temporário de esquecimento. Mas dentro dela o cérebro trabalhava: cada nome, cada data, cada movimentação. Ela não podia confiar em ninguém. Só em Bruno. E mesmo ele... ela es