Sofia está sentada na beirada da cama. O quarto está em silêncio, apenas o som distante de vozes na fazenda e o tique-taque do relógio no criado-mudo. Com a mão sobre a barriga, ela sussurra:
— O que eu estou fazendo com a minha vida?
Os olhos se enchem de lágrimas. Lembra do olhar de José — não foi raiva, foi dor, e isso a destruiu por dentro. Ela se levanta, caminha até o espelho e encara a si mesma.
— Eu preciso acabar com isso... agora.
Pega o celular com mãos trêmulas e digita uma mensagem