Lugar desconhecido – Quarto escuro, madrugada
As paredes eram frias e úmidas, o silêncio espesso, como se o próprio ambiente segurasse a respiração. A única fonte de luz era o brilho pálido de uma vela sobre a cômoda de madeira gasta. Natália estava ali, sentada diante de um espelho rachado, os cabelos soltos e os olhos fixos em seu próprio reflexo, ou do que restava dele. Seus dedos tamborilavam o braço da poltrona com impaciência.
Então, o telefone antigo sobre a mesa vibrou. Ela o pegou com