O grande salão da mansão Rurik havia sido transformado.
Tochas ritualísticas ardiam em suportes de obsidiana. Faixas de veludo negro e prata pendiam do teto, entrelaçadas com galhos encantados que floresciam sob a influência da lua, mesmo com o céu coberto. Em meio aos vitrais, encantamentos ancestrais fluíam em linhas tênues de luz, reverberando o chamado da noite em pleno dia.
Ali estavam os representantes dos clãs mais poderosos do mundo Lycan. Homens e mulheres de poder antigo.
Alfas, matriarcas, xamãs. Filhos do sangue e da terra.
Ao centro, um altar circular de pedra viva, talhado com os símbolos das linhagens, esperava por ela. Dmitry, já posicionado em um degrau acima, vestia as cores sagradas de seu clã.
A pele pálida banhada pelo brilho divino dourado, refletia o poder que agora era impossível esconder, seus olhos eram o próprio chamado da guerra e da ordem, mas ao lado dele, era o amor que pulsava mais forte.
Alexei estava ao lado, imponente mesmo sem pretensão, como irmão