Dmitry subia as escadas em silêncio, a palma da mão repousando no corrimão de mogno. Sua pele ainda carregava um brilho dourado discreto, que parecia vir de dentro. Como se seus ossos tivessem absorvido a própria bênção.
Ao abrir a porta do quarto, encontrou Susan sentada na beira da cama, envolta apenas por um robe de seda clara. O cabelo ruivo caía solto, e seus olhos mesmo cansados, tinham o brilho de quem carrega algo sagrado.
Ela o olhou e sorriu de lado.
— Está mais... Divino do que de costume. — Provocou, com a voz suave.
Dmitry fechou a porta atrás de si. O Lycan dentro dele ronronava em alerta sereno.
"Ela é tudo. Ela é o centro do meu ciclo. A origem da minha fúria. E da minha paz."
— Eu preferia quando você dizia “intolerável, controlador e bonito demais pro próprio bem”. — Ele murmurou, sentando ao lado dela. Seus dedos tocaram de leve os dela. — Mas hoje... Acho que posso aceitar “divino”.
Ela se aproximou, repousando a cabeça no ombro dele. O silêncio entre eles era dens