Depois que a chamada caiu, o silêncio voltou pesado.
Mia permaneceu alguns segundos encarando a tela escura, como se ainda pudesse ver os rostinhos pequenos refletidos ali. Então respirou fundo e limpou as lágrimas com o dorso da mão, num gesto rápido, quase automático. Não podia se permitir desabar. Não ali. Não agora.
O peito doía. Doía como se tivesse sido aberto por dentro.
Ela levou as mãos ao coração, os dedos pressionando o lugar onde o vínculo ainda existia — fraco, distante, mas vivo.