“O apagamento deixa bordas.” — (Dra. Iasmim)
A sala da Dra. Iasmim tem cheiro de álcool e papel novo — aquele aroma clínico que, na teoria, deveria trazer conforto, mas meu corpo já associa a uma sensação de escavação, de dor administrada com cuidado.
O gravador pisca em vermelho no canto da mesa, testemunha silenciosa e implacável. Meu reflexo distorcido no visor parece uma pessoa que olha uma poça d'água antes de atravessar, sem saber a profundidade ou se vai encontrar chão firme do outro lad