Do outro lado da linha, a voz fria de Victoria escorreu como veneno sobre a pele de Theo.
— [Meu querido Theo. Como você está?]
Ele paralisou. O tempo pareceu desacelerar. Aquela voz… doce demais para ser sincera. Familiar demais para ser acolhedora.
— De novo? O que você quer? — sua voz saiu seca, instintiva.
O tom de Victoria era leve, quase musical, mas cada palavra carregava algo mais sombrio por trás.
— [Theo, Theo... que jeito mais rude de falar com sua mãe. — disse ela, com um sorriso na