Foi quando Misa entrou — e parou. O perfume amadeirado dele tomou o ar. Trazia a mão direita sangrando, a ponta dos dedos suja de vermelho. Vi o maxilar travado, as bochechas mais coradas do que o normal: irritação. Ele abriu um armário, tirou o kit de primeiros socorros e tentou, de um jeito quase cômico, enrolar a gaze usando uma mão só. Três tentativas, nenhum sucesso. Soco no balcão.
— Inferno.
— Quer ajuda? — perguntei, sem pensar no “melhor não”.
Ele não respondeu, mas não foi embora. Aba