E o Misa estava ali.
Sentado na poltrona ao meu lado, postura mais ereta do que meses atrás, as mãos apoiadas nos braços da cadeira, os movimentos ainda cuidadosos, mas firmes. Ele ria, participava, se inclinava para frente quando queria dizer algo. Vez ou outra, sua mão encontrava a minha — um toque breve, automático, como se o corpo dele já soubesse onde era casa.
Em algum momento, percebi que o burburinho foi diminuindo.
Não porque alguém pediu silêncio.
Mas porque o Misa se levantou.
Demoro