Subi as escadas, e o silêncio parecia tomar conta de cada canto da casa. Harry havia ido até o escritório, onde Graziela ainda trabalhava, e eu segui para o quarto com uma inquietação difícil de explicar.
Ao abrir a porta, encontrei Clara dormindo, o rosto sereno, os cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro — uma imagem que parecia pintada pela própria lua.
Aproximei-me em silêncio, sentei-me ao seu lado e acariciei-lhe o rosto com a ponta dos dedos.
— Meu amor... — murmurei.
Ela abriu os olh