Acordei no meio da madrugada, sem sono. O relógio ao lado da cama marcava pouco mais de três da manhã. O quarto estava mergulhado em penumbra, e o único som que se ouvia era o da respiração tranquila de Clara. Fiquei algum tempo apenas observando-a — o rosto sereno, os cabelos ruivos espalhados pelos lençóis brancos, um braço jogado sobre o travesseiro. Era uma cena de paz.
Levantei-me devagar para não acordá-la e fui até o aparador buscar uma garrafa de água. A sede me guiou até a varanda do q