Pela manhã, desci as escadas. O silêncio reinava na mansão.
Meus pais já estavam à mesa. Sentei-me.
Minha mãe apenas me lançou um olhar — nenhum gesto, nenhuma palavra.
E, para ser sincero, isso era bom. Vindo dela, o silêncio era uma bênção.
Após o café, fui até a sacada que dava vista aos jardins. Levei comigo o notebook.
Respondi alguns e-mails, analisei as últimas fotos enviadas da loja em Milão. Tudo parecia seguir dentro do controle — como eu sempre gostara. Clara me mandou uma mensagem d