CAPÍTULO 108

Na adega, envolto pelo frio das paredes de pedra e pelo cheiro doce do carvalho antigo, liguei para os detetives. Clara tinha razão desde o começo. Eu era mais do que aquela fome de vingança que me consumia. E, acima de tudo, sabia que Beatriz precisava de ajuda; nada nos surtos dela era normal.

— Não façam nada contra ela — pedi, a voz firme. — Continuem procurando. Quando encontrarem, apenas acionem a polícia.

Houve um silêncio breve do outro lado, antes do detetive concordar, ainda sem enten
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