CAPÍTULO VINTE E QUATRO — O BEIJO.

VICTOR BALTIMOR.

Elisa havia me colocado contra a parede. Ela queria conversar, e não havia como fugir. Levei Elisa para longe da sala de espera quase por instinto. Eu precisava tirá-la dali. Precisava falar sem a presença da minha mãe, de Átila, de médicos passando, de olhares curiosos. Precisava de controle — e aquele hospital era o último lugar onde eu o tinha.

O diretor do hospital havia cedido o escritório para termos aquela conversa, claro, eu era o dono. Fechei a porta atrás de nós com mais força do que pretendia. O clique seco ecoou no ambiente silencioso.

Elisa permaneceu de pé, próxima à janela, com os braços cruzados junto ao corpo. Postura defensiva.

— Pode falar — disse ela, sem rodeios. — Estou esperando.

Coloquei as mãos no bolso da calça, sentindo o peso de tudo cair de uma vez sobre meus ombros. Eu estava exausto. Física e emocionalmente. Minha filha está internada. Afonso farejando e espreitando minha vida pessoal. Elisa está prestes a sair da minha casa. Da minha vi
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