CAPÍTULO CENTO E SETE — NÓS SOBREVIVEREMOS.
VICTOR BALTIMOR.
Amanheceu cinzento, frio e cruel.
Eu não dormi. Não fechei os olhos em nenhum momento, tive receio de não acordar mais e que Pablo precisasse de mim ou falecesse enquanto eu dormia. O corpo estava exausto, os músculos rígidos, a cabeça latejando com cada movimento, mas o medo não permitiu descanso.
Talvez eu precisasse de um exame na minha cabeça, pois doía bastante, eu tinha um inchaço na testa de um lado e um corte do outro. Minhas costelas doíam, com certeza fraturei alguma