CAPÍTULO CENTO E SEIS — ELE NÃO PODE ESTAR MORTO.
ELISA RIVER.
Quando voltei a mim, o mundo parecia distante, abafado, como se eu estivesse debaixo d’água. Vozes vinham e iam, fragmentadas, desesperadas. Senti mãos me segurando, alguém chamando meu nome com insistência.
— Elisa… Elisa, respira… — a voz de Ceci tremia.
Abri os olhos devagar. Estava deitada no sofá. Um copo com água próximo ao meu rosto, o cheiro forte de algo amargo, que depois percebi ser amoníaco. Minha cabeça doía, e meu peito parecia comprimido por algo invisível.
— Ela aco