VICTOR BALTIMOR.
Eu precisava pensar rápido. Muito rápido. Afonso me olhava e um sorriso de vitória surgiu em seus lábios.
— Victor, você tem uma filha? E escondeu de todo mundo? — ele perguntou, com um brilho perverso nos olhos, claramente satisfeito, como um predador que finalmente sente o cheiro do sangue. Ele estava saboreando cada palavra como se já estivesse degustando minha queda.
A pergunta de Afonso ainda ecoava na minha cabeça como um tiro disparado à queima-roupa, sem aviso, sem temp