ELISA RIVER.
As horas seguintes foram as mais longas da minha vida.
O relógio na parede da sala de espera parecia zombar de nós. O ponteiro avançava devagar demais, como se o tempo tivesse decidido nos punir. Cada minuto era uma eternidade. Cada segundo, uma tortura silenciosa.
Ninguém falava muito. Não havia o que dizer.
Thomas andava de um lado para o outro, com o celular na mão, mas sem fazer ligações. Ele parava, respirava fundo, passava a mão no rosto e voltava a andar. Eleonor permanecia