CAPÍTULO OITO — ACORDO.
ELISA RIVER.
Victor começou a gargalhar com o que eu disse. E aquela peste ficava lindo rindo. Observei, contra a minha vontade, sentindo um calor perigoso nascer entre as pernas. O som da gargalhada dele era solto, contagiante demais para alguém tão arrogante. Sacudi a cabeça, tentando me livrar da reação que aquele homem me causava. Não podia me permitir isso.
— Posso saber qual é a graça?
Ele ainda ria quando me olhou.
— Você — disse. Mas, de repente, o sorriso sumiu. — Você só pode estar de brincadeira, garota. Eu não sou homem de me ajoelhar para ninguém. Muito menos implorar.
A frieza com que declarou aquilo me deu um calafrio. Ali estava o poderoso primeiro-ministro, que tanto se ouvia falar. Ainda assim, não iria me intimidar com seu jeito autoritário.
— Pois, se quiser que eu trabalhe para você, terá que se ajoelhar — decretei, firme. O olhar de Victor endureceu.
— Você está se valorizando demais, garota. Nem babá de verdade você é. Não tem a menor qualificação. — Aproximou-s