CAPÍTULO NOVE — PROBLEMAS À VISTA.

VICTOR BALTIMOR.

Saí dali bufando. Aquela mulher era insolente e desaforada. Tinha a sorte de ser interessante — e eu precisava dela. Se Melissa não tivesse aceitado e se eu não precisasse justamente dela, eu não estaria ali, engolindo desaforos. Seria difícil tê-la por perto. Usei todo o meu autocontrole para resistir ao impulso de beijá-la e fodê-la ali, naquele quarto. Aquela mulher estava me enlouquecendo. E, quando me afrontava, só piorava.

Entrei no automóvel e o telefone tocou. Olhei o visor: minha mãe. Atendi.

— Oi, mãe. Aconteceu alguma coisa?

Falei já preocupado. Eu nunca quis uma filha, e não me agradava ter sido obrigado a ter uma. Ainda assim, Melissa era meu sangue e minha responsabilidade. Eu não a deixaria desamparada, mesmo ainda não sentindo afeto por ela.

— Está tudo bem. Quero saber sobre a conversa com Elisa. Conseguiu convencê-la a aceitar o trabalho? Pediu desculpa?

Suspirei. Por que minha mãe estava tão interessada nessa Elisa?

— Sim, mamãe. Ela vai começar ama
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