CAPÍTULO CENTO E TRÊS — EU NÃO POSSO MORRER ASSIM.
VICTOR BALTIMOR.
O avião despencou.
Não foi uma descida brusca anunciada, nem uma perda gradual de altitude que permitisse qualquer preparação. Foi como se o céu tivesse simplesmente nos largado. Um mergulho violento, abrupto, que fez meu corpo ser esmagado contra o cinto de segurança com uma força brutal. O estômago subiu, o ar fugiu dos meus pulmões, e um pânico primitivo tomou conta de mim.
— Merda! — gritei, segurando com força no apoio do assento.
As luzes da cabine piscaram repetidamente,