CAPÍTULO SETE — O ERRO.
VICTOR BALTIMOR.
Me sentei pesado na cadeira, o peso da revelação caindo sobre mim como uma avalanche. Pablo permaneceu ali, quieto, esperando. O dispensei, depois me acertaria com ele. Minha cabeça girava: eu a humilhara. Cuspi acusações imundas na cara dela. Chamei-a de prostituta, de interesseira. E ela era somente uma professora. A melhor amiga da minha sobrinha. A mulher que tinha me deixado louco naquela noite. A única que foi capaz de me satisfazer.
A culpa era amarga, mas eu o engoli rápido. Não era hora de fraquejar. Melissa precisava de uma babá. Era só isso que importava agora. Bem e meu interesse em ter aquela diaba por perto.
A casa estava um caos desde que Elisa saíra. Os gritos da minha filha atravessavam paredes, portas fechadas, tudo. A menina berrava sem parar, recusava tudo — mamadeira, colo, sono. Nenhuma funcionária conseguia acalmá-la. Minha mãe estava exausta e andava de um lado para o outro, nervosa, e eu… eu não conseguia pensar direito com aquele choro consta