Mundo de ficçãoIniciar sessãoELISA RIVER.
Cecília me arrastou direto para o bar, encostamos num balcão enorme de mogno com garrafas brilhando sob as luzes baixas. Antes que eu pudesse pedir qualquer coisa leve, ela já estava pedindo:
— Duas vodcas puras. Duplas.
— Ceci, eu nunca tomei isso na vida — protestei, olhando para o líquido transparente como se fosse veneno.
— Pois hoje vai. — Ela ergueu o copo e virou de uma vez.
Engoli a minha tentando imitar a naturalidade dela. Meu Deus, aquilo desceu rasgando a garganta, explodindo e queimando o peito inteiro, subiu até os olhos. Comecei a tossir sem controle, os olhos lacrimejando. Cecília caiu na gargalhada, batendo nas minhas costas.
— Respira, amiga! Isso é só o começo, só estamos no aquecimento.
Depois de mais algumas doses — não sei exatamente quantas, porque parei de contar quando o mundo começou a ficar mais leve. Fomos para a pista de dança, a música pulsava alta, corpos se moviam por todos os lados, e o álcool já fazia efeito: eu me sentia solta, quase feliz. Cecília se aproximou do meu ouvido para conseguir falar no meio do barulho.
— Elisa, você precisa urgentemente de uma boa transa. Olha em volta, escolhe alguém e vai. Hoje é noite de esquecer regras e os problemas. — disse, falando enrolado. Eu ri, já bêbada o suficiente para concordar com ela.
— Tá bom, tá bom… Vou olhar. — falei, gaguejando e olhando em volta a procurado do meu alvo.
E foi quando o vi. Ele estava encostado na lareira, de camisa preta com as mangas dobradas até os antebraços, falando com dois homens que pareciam atentos em cada palavra dele. Era alto, ombros largos, barba por fazer, olhos azuis que pareciam gelos… e aquele ar de quem manda em tudo e em todos. Um macho alfa puro. Meu corpo reagiu antes mesmo do cérebro: um calor imediato entre as pernas.
Comecei a dançar olhando fixamente para ele, rebolando sem tirar os olhos dele, desafiadora. Ele parou de falar no meio da frase quando sentiu meu olhar. Arqueou a sobrancelha, curioso. Eu sorri de canto, provocadora. Levou o copo aos lábios devagar e sustentou meu olhar com uma intensidade que fez minha calcinha ficar completamente encharcada. Era como se ele estivesse me despindo ali mesmo, na frente de todo mundo. Virei a cabeça por um segundo e... Cecília havia sumido. Lembrei vagamente dela falando algo que ia ao banheiro.
Quando voltei a olhar para a lareira, ele também não estava mais lá. Praguejei baixinho, frustrada. Aquele homem era exatamente o que eu precisava naquela noite — alguém que me fizesse esquecer tudo, que me fodesse com força. Eu gostava de um homem mais maduro.
Continuei dançando (ou tentando, porque minhas pernas já não obedeciam direito). Minutos depois, senti, uma presença forte, dominante. Então vieram as mãos grandes e firmes na minha cintura, me puxando de leve contra ele. Por algum motivo, eu sabia que era o gostoso do macho alfa. A voz grave soou bem no meu ouvido, fazendo minha pele arrepiar.
— Você sabe quem eu sou, garota? — Perguntou com autoridade.
Eu nem virei o rosto, continuei dançando devagar contra o corpo dele. Me esfregando em seu membro duro e pronto para a ação.
— Sei. Um homem gostoso que eu vou transar hoje — respondi sem hesitar, a coragem da vodca falando mais alto. — E você sabe quem eu sou?
— Sei que está pedindo encrenca — murmurou ele, apertando mais a minha cintura, os dedos marcando minha pele através do tecido fino.
— E se eu estiver? — Virei o rosto devagar, roçando os lábios na barba dele, sentindo o cheiro caro de colônia e poder. — Por acaso está com medo de não dar conta? — Provoquei. Ele soltou um riso baixo, perigoso, que vibrou no meu peito e colou o corpo ainda mais no meu, cheirou meu pescoço e sussurrou rouco:
— Cheirosa… — murmurou, a voz grave vibrando na minha pele. — Que tal sairmos daqui?
— Eu nem te conheço — respondi, mas minha voz saiu tremida, o corpo inteiro já entregue.
Ele sorriu de canto, aquele sorriso, que fazia qualquer uma se molhar, sem fazer nenhum esforço. Aquele sorriso, era um atentado a minha calcinha e a minha sanidade. Inclinou-se e falou bem no meu ouvido:
— Eu sou o homem que te fará gozar a noite toda.
Minha calcinha ficou ainda mais molhada só de ouvir suas palavras. Que se foda o nome dele. Se eu havia pensado em desisti, naquele momento tomei minha decisão. Eu não sou de ferro e como recuar diante dessa promessa deliciosa? Pensando com a minha vagina necessitada, e considerando que eu não transava a mais de dois anos. E estava quase uma virgem, respondi:
— Me leva logo — sussurrei, decidida, encostando meu corpo ainda mais no dele e olhando em seus olhos, azuis que pareciam me devorar.







