UM BOM PAI, TALVEZ...
No quarto, enquanto tirava a camisa, Angeline veio atrás, com aquele olhar de reprovação que eu já conhecia bem. Braços cruzados, queixo erguido, pronta para discutir.
— Você foi duro com Isabella. — ela começou, seca. — Ela é uma criança, Matteo. Cinco anos. Você precisa ter mais cautela.
Revirei os olhos e joguei a camisa na poltrona.
— Cautela? — ironizei. — Não sou do tipo que mede palavras, Angeline. Muito menos com minha filha. Ela precisa aprender desde cedo que o mundo não vai passar