O tic-tac do relógio nunca me incomodou tanto.
Cada segundo ecoava no quarto silencioso, misturado ao bip constante do monitor de Giulia. O som era o mesmo desde o dia em que ela recebeu a medula da Isa. Estável. Calmo. Seguro.
Mas naquele fim de tarde, alguma coisa mudou.
Giulia dormia. Isabella cochilava na cama ao lado, ainda se recuperando do procedimento. Eu lia um livro qualquer, mas a cada três linhas meus olhos corriam para o monitor, depois para o rosto da minha filha. Era um ciclo inv