Não sei bem o que me fez convidá-la para jantar. Talvez a culpa, talvez o silêncio da casa, ou talvez aquele olhar surpreso dela no corredor, como se o destino estivesse brincando comigo.
O cheiro de alho dourando na frigideira preencheu a cozinha, e por um segundo, percebi o quanto fazia tempo que alguém cozinhava ali.
Eu não tinha o hábito de jantar em casa. A rotina me engolia entre reuniões, relatórios e contratos que pareciam nunca ter fim. Mas agora, sentado à bancada, observando Serena m