Voltar ao escritório era quase um alívio. Quase.
O elevador abriu as portas no andar de costume, com o mesmo chiado discreto de sempre, e fui recebido pelo cheiro de café e limpeza. Aquela rotina meticulosa que Carmem mantinha como um relógio suíço era reconfortante. Como se ali, pelo menos, as coisas ainda tivessem lógica.
— Miguel! — A voz dela veio antes mesmo que eu cruzasse a porta de vidro. — Graças a Deus. Estava preocupada.
Ela largou a caneca sobre a mesa e veio até mim com os braços ab